08/10- Piloto faz primeiro vôo no Brasil saindo de outro parapente

Depois de mais de um ano preparando-se para a aventura, o piloto Marcos Coreno completou a façanha com total êxito. O vôo foi realizado em Atibaia - SP com um equipamento Sol Prymus.
Decolando em vôo duplo com outro instrutor, Marquinhos, como é conhecido, foi com seu parapente pendurado por um sistema desenvolvido por ele durante cerca de um ano, baseado na observação de outros sistemas semelhantes. Ao chegar ao ponto certo, desconectou-se e entrou em vôo perfeitamente. Este tipo de manobra já havia sido realizada por outros pilotos no exterior, o que serviu de inspiração ao instrutor de parapente, que é também voador de todo tipo de aeronave, paraquedista e base jumper experiente.
Segundo Marquinhos, a idéia ganhou força mesmo a partir de 1996, quando em um simpósio de paraquedismo em São Paulo, ele conheceu pessoalmente John Le Blanc, dono da "Desgin e Performance", uma das mais respeitadas marcas no paraquedismo mundial. Naquela época, John Le Blanc já havia tentado desenvolver um equipamento que serviria para os parapentistas decolarem a partir de aviões - uma alternativa para regiões sem montanhas. No entanto, dos oito primeiros testes realizados, seis falharam e os pilotos tiveram que acionar os paraquedas reserva. John, então, abandonou os testes.
Pouco tempo depois, alguns pilotos na Europa realizaram decolagens de parapente a partir de helicópteros e balões e depois de outros parapentes também. Aqui no Brasil, Marquinhos passou a testar novas dobragens em seus paraquedas de salto para depois adaptar aos parapentes. "Por isso que já na primeira vez ocorreu tudo perfeitamente. Antes de "saltar" de parapente, eu dei mais de 500 saltos de paraquedas e sempre que podia ia experimentando novas dobragens, que pudessem ser adaptadas ao parapente", conta. De acordo com o instrutor, uma das principais dificuldades em se adaptar as dobragens do paraquedas para o parapente é o número de tirantes. Enquanto os paraquedas têm dois tirantes de cada lado, a maioria dos parapentes têm quatro, o que implica um maior número de linhas e chances maiores de complicação.
Pelo visto, experiência, treinamento, confiança no equipamento e acima de tudo, um pouco de medo e respeito aos limites, foram fatores importantíssimos para a realização dessa aventura inédita no Brasil.


imagens: Joe Ferreira/ActionTV

Autor:  Caio Salles
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