04/10- Parapentistas pousam no topo do Mont Blanc

Depois de mais de 200 anos da primeira subida ao topo da maior montanha da Europa e 25 anos do surgimento do parapente, pela primeira vez um piloto pousou no pico do Mont Blanc. Isto seria um feito histórico por si só, mas no total foram sete pilotos que completaram o desafio. A revista Cross Country publica matéria completa sobre a aventura.
Dia 12 de Agosto, terça-feira, eles tiveram o primeiro sinal de que o sonho de pousar em cima do topo do Mont Blanc era possível. A condição estava muito boa e uma nuvem for sobre o topo. Um dos pilotos da equipe voou por cima da montanha. Então, todos se planejaram para completar o desafio no dia seguinte, passando pelo lado italiano do Mont Blanc e pousando no pico da maior montanha da Europa. Quatro pilotos decolaram de Planpraz, em Chamonix, outro de Samoens e outros dois de Megeve. Todos na mesma frequência de rádio e com o mesmo objetivo.
Decolaram de Chamonix David Casartelli, Yvan Boullen, Jean-Paul Bonfanti e Alain Finet. De Samoens, Pierre Denambride, e de Megeve, Fred Escriba e Yves Goueslain. Todos com muita experiência no vôo dos Alpes e grande conhecimento da aerologia na região.
Logo no começo do vôo já ficaram impressionados de como a base das nuvens estavam altas. Próximo a "Aiguillete des Houches" os pilotos que decolaram de Chamonix e Samoens se encontraram. Os dois que optaram por Megeve tiveram que esperar até as 14h, quando as condições melhoraram para aquela decolagem. A base da nuvem estava a 4300mts.
Para completar esta tentativa, todos tiveram que aderir às regras da área restrita do Mont Blanc. Nos meses de Julho e Agosto é estritamente proibido o vôo de parapente e asa-delta de "Aiguille d'Argentiere" a "Aiguille du Tricot", no lado francês do maciço do Mont Blanc. O único caminho para completar este vôo legalmente em Agosto seria voar pelo lado oeste do maciço, através da Itália. No entanto, nesta rota é preciso voar numa região inóspita, sem possibilidade de retorno. Todos estavam bem conscientes das possíveis consequências e preparados para aceitar o risco.
A condição estava melhor do que o normal no caminho para o Mont Blanc, com fortes térmicas, mas sem muita turbulência. As 12h30min um "cumulus" já formava-se sobre o topo da montanha, a cerca de 5000 metros de altitude.
Chegando perto de de "Aiguille du Tricot" uma boa térmica os levou aos 4200metros de altitude, já próximos a "Aiguille de Bionannassay". Ali, a aventura realmente começou. Cruzando a "Col de Miage", uma profunda passagem entre "Miage e Bionnassay", entraram numa área totalmente sem pouso. As únicas alternativas eram as pedras ou o gelo. Realmente o coração do Mont Blanc. Atmosfera selvagem e todos muito concentrados.
Finalmente acharam uma boa térmica aos pés do "Rochers du Mont-Blanc", a 3900metros de altitude, sobre o refúgio "Qiuntetto Sella". Térmica constante entre 4 e 6 m/s. Uma grande "cloud street" formou-se, a cerca de 5200 metros. Logo, perceberam que estavam com uma boa margem de segurança antes do pôr do sol. Chegaram à mágica altitude dos 5200 metros.
Vento praticamente parado e David Casartelli foi o primeiro a pousar com seu Boomerang. Rapidamente, avisou pelo rádio que não havia nenhum perigo aparente. Pierre chegou dois minutos depois e aí foi a vez de Yvan. Jean Paul hesitou. Ele estava com frio e cansado por causa da altitude e decidiu não pousar no topo. Yvan pegou o rádio e falou: "Jean Paul, você faz o que quiser, mas se você não pousar aqui, vai se arrepender para o resto da vida". Jean Paul pensou um pouco e então fez um orelhão e veio. Finalemente, seus pés tocaram a neve Seguro e com seus amigos no topo do Mont Blanc.
Alain, que teve que esperar um novo ciclo próximo a "Rochers du Mont-Blanc", chegou poucos momentos depois. Yves e Fred também completaram o desafio, mas chegaram ao topo achando uma térmica mais longe, em direção ao sul, no "Rocher Rouges du Brouillard" e no "Pic Baretti".
Depois de duas horas mágicas ao pôr do sol, todos decolaram em condições seguras e voltaram de onde eles saíram. Aquela noite, todos os pilotos locais encontraram-se em Chamonix para festejar.
O vôo somente foi realizado por causa da grande experiência dos pilotos e pelos bons conhecimentos das condições nas altas montanhas. Outra coisa importante foi que todos respeitaram as regras de vôo. Este vôo é o resultado de um longo e intensivo trabalho e anos de tentativas e observações. E também só foi possível devido às excelentes condições que ocorreram nos Alpes durante o verão de 2003.


Autor:  Caio Salles
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